June Juanico (1938-) teve um romance com Elvis entre
1955 e 1956, bem no início da carreira dele. Neste depoimento, ela conta um
pouco sobre esse relacionamento.
“Nunca beijei
ninguém no primeiro encontro, e não sei por que não consegui resistir a Elvis
Presley no nosso primeiro encontro. Não consegui resistir.
Conheci Elvis por
acidente. Uma amiga minha o tinha visto na noite anterior e eu nem sabia quem
era Elvis Presley. Ele ia se apresentar na Base Aérea de Keesler, em Biloxi.
Quando minha amiga ligou, eu já tinha companhia, mas ela disse que ia me ajudar
a cancelar o encontro. Resumindo: fomos para o clube da Base Aérea e ele era a
coisa mais linda que eu já tinha visto.
Assim que
chegamos a Memphis, [minha amiga e eu] fomos aonde Elvis costumava comprar suas
roupas. Acho que o nome da loja era ‘Lansky Bros’. Marie pediu o endereço de
Elvis a um dos vendedores. Ele nos explicou e disse: ‘Tenho certeza de que ele
não se importará se forem até lá porque ele não está na cidade’. Fomos de carro
pela rodovia e estacionamos na frente da casa. Não havia cerca na época e havia
equipamentos de construção no quintal. Imaginamos que, com todas aquelas
máquinas, eles deviam estar construindo uma piscina. Estávamos sentadas no
carro de Marie, cinco garotas, discutindo que tipo de piscina seria: em forma
de guitarra ou algo assim. Aí eu disse: ‘Vou dar uma olhada’. Saí do carro e as
outras garotas me seguiram. De repente estávamos invadindo a propriedade de
Elvis.
Um Cadillac rosa
parou na garagem: eram Elvis, sua mãe e seu pai. Eu era a única dentro da
propriedade; as outras garotas tinham ficado um pouco atrás. Fiquei
envergonhada por ter sido pega invadindo, e olhei em volta. Nossos olhares se
cruzaram por um segundo e ele veio andando em minha direção, me pegou no colo,
me pôs de novo no chão e perguntou: ‘O que faz aqui, June?’ Respondi: ‘Estou de
férias com as meninas’.
Conversamos por
uns 15 ou 20 minutos. Ele quis saber para onde íamos, se tínhamos planos.
Dissemos que íamos ver um filme naquela noite, e fomos embora. À noite
estávamos no cinema e minha amiga tinha um Ford Fairlane rosa que jamais
passaria despercebido; era um rosa muito forte. Elvis encontrou o carro na
porta do cinema, entrou e sentou ao meu lado. Ele segurou na minha mão durante
o filme inteiro e depois nos convidou para ir à casa dele. Fui com ele na
limusine grande e preta que ele usava para transportar a banda. Havia lugar
para todas nós, mas fomos só nós dois no carro e as outras nos seguiram. Fomos
para a casa dele e, no dia seguinte, ele me pegou para andarmos de moto.
Após sete dias em
Memphis, voltamos para Biloxi, e ele disse que ia entrar de férias e que iria
me visitar em Biloxi.
[...]
Era noite e
estávamos deitados ao ar livre no jardim da casa que ele alugara no verão.
Tínhamos estendido um lençol na grama. Estávamos nos beijando
apaixonadamente... Ele disse: ‘Não posso me casar agora. Eu prometi ao coronel
que cantaria pelo menos três anos. Você esperaria três anos por mim?’ Respondi:
‘Claro que sim’. Não estava com pressa para me casar, apesar de ter casado no
ano seguinte – por despeito, eu acho.
[...]
Disse a ele que
estava noiva e que ia me casar. Falei de uma vez; não havia outra forma de
fazê-lo, porque eu tinha decidido que faria aquela viagem para dizer a Elvis
que tinha conhecido outra pessoa e que ia me casar com ela. E eu queria que ele
ficasse magoado. Depois de vê-lo e tudo o mais... foi muito difícil. Ele ficava
dizendo: ‘Venha para casa comigo. Tenha uma surpresa para você. Mamãe está
louca para vê-la. Você vai ficar no trem comigo. Um dos rapazes pode levar o
carro para Biloxi’.
Ele não parava de
falar. Aí eu disse: ‘Não posso ir com você. Vou me casar’. Ele só ficou olhando
para mim, porque eu só havia me comunicado com ele por um telegrama nos últimos
4 meses. Se você ama alguém, não faz a pessoa esperar tanto tempo, faz? Acho
que não. E eu tinha realmente me apaixonado por um cara incrível. Afinal, o
casamento durou 34 anos. Acho que foi um bom casamento. Ele era incrível e eu
não podia magoá-lo, portanto tinha de dizer a Elvis. Até pensei em fazer isso,
mas não consegui. Elvis não precisava de mim. Ele tinha o mundo inteiro. Um
mundo cheio de garotas para ele escolher. E meu noivo precisava de mim. Eu não
podia magoá-lo. Então, nós nos despedimos.
A impressão que
tenho é que isso aconteceu em outra vida, porque faz muito tempo. Mas fico
muito feliz por ter tido essa oportunidade, e me arrependo um pouco também...
Se eu pudesse mudar o modo como as coisas aconteceram, eu voltaria e faria tudo
diferente. Não o teria abandonado daquela forma sem ouvi-lo, mas eu era um
pouco teimosa e não permitiria que ninguém me magoasse. Acho que foi um pouco
minha culpa, de Elvis e do coronel Parker o fato de termos nos separado”.
Isto é um trecho de meu e-book "Conhecendo Elvis Por Quem o Conheceu", que você pode adquirir diretamente comigo aqui.
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