Entrevista Com Lisa Presley





Lisa Marie Presley (1968-2023), a “princesa do Rock”, foi a única filha de Elvis. Ela tinha somente 9 anos quando seu pai morreu. Achei apropriado unificar duas entrevistas por ela concedidas, as quais foram feitas em 2003 e 2007.


Que traços de sua personalidade acha que herdou de seus pais?
Ambos são muito fortes. O humor da parte dele, sem dúvida. O senso comum e a força da parte dela. Não quero dizer que ele não os tivesse, estou apenas dizendo que ela pensa em tudo.

Descreva-nos um dia típico em Graceland quando você estava com seu pai.
Eu entrava no horário dele. Ele era da noite, por isso eu dormia de dia e ficava acordada a noite toda. E às vezes acordava muito antes dele e eu e os meus amigos fazíamos uma grande festa. Ninguém tomava conta de nós, correndo, guiando os carrinhos de golfe. Coisas de crianças.

Então como é o pai que você recorda?
Apenas um pai muito especial… Lembro-me dele como o meu pai, mas ele era um pai muito excitante.

E queria que você cantasse? Alguma vez…
Oh sim, ele até me acordava para cantar no meio da noite. “Salte para cima da mesa e cante”, dizia.

Então como era tua rotina diária quando estavas com ele?
Ia dormir às 4 da manhã – ia para a cama entre  4 e  5 da manhã e levantava-me entre 2 e  3 da tarde.

Mesmo hoje, quando você ouve seu pai cantar, algo parece reluzir em teu rosto. Alguma lembrança que te transporta para a menina de 4 ou 5 anos de idade que adorava o seu pai. Você se preocupava com ele?
A toda a hora. A todo o instante.

Como você expressava essa preocupação?
Dizendo para ele: "não morras.” Sabe, coisas assim. Do tipo, “Vais morrer?”, e eu podia dizer isto no meio de qualquer conversa. E ele respondia: “não, não vou para lugar algum, não me vai acontecer mal nenhum, não te preocupes.”

Você recorda o tempo passado com seu pai como sendo mágico. Ele alugava um avião só para  levá-la para ver neve ou alugava um parque de diversões inteiro para você se divertir. Você se sentia privilegiada?
Sabe, com ele não. Porque as coisas vinham-lhe do coração… “Estou num avião”, pensava, “este homem me ama”.

Que canção do seu pai você ouve quando precisa desabafar?
Não há nenhuma específica e não acontece muitas vezes. Tenho tendência a ouvir suas músicas dos anos 70, por que foi essa época que eu presenciei.

Recentemente a CNN fez uma pesquisa que revelou que 45% dos americanos de hoje se consideram fãs de Elvis. E há milhares de pessoas indo a Memphis todos os anos para lhe prestar homenagem, mesmo tantos anos depois de sua morte. Você fica preocupada com a popularidade do seu pai?
Não. Fico é mais preocupada com a nova geração, que não tem o hábito de cultivar nossa cultura e tradições de nosso país. Não quero que as pessoas esqueçam o fato de que foi ele quem começou tudo. Eu sei que os pais são fãs de Elvis, mas o que pensam os jovens? Que foi a Madonna ou o Jay-Z que começaram a música?

O mundo das celebridades de antigamente em relação ao de hoje, é certamente muito diferente. O que a incomoda mais sobre a cultura das celebridades de hoje?
A moral. As nossas jovens olham para coisas que são realmente más para elas. E nós glorificamos o mau comportamento na imprensa. Quando eu era criança, não via isso. Fosse o que fosse que se fizesse, evitava-se a imprensa, pois não queríamos que vissem os nossos erros. Não fazíamos publicidade disso. As nossas jovens tem problemas com drogas, bulimia, anorexia e mostram partes do corpo para ficarem famosas.

Em relação à sua própria carreira, o sobrenome ajuda ou atrapalha?
Qualquer nome famoso ajuda uma pessoa a abrir-lhe as portas, mas isso não significa que a pessoa vá ficar dentro da casa depois. Neste momento, fico confusa em ver pessoas ficarem famosas por qualquer coisa. Eu não tento usar isso. Eu sei que as pessoas tentam se destacar. Um nome conhecido costumava a ajudar as pessoas, e, se tivessem talento, iam longe. Mas hoje em dia pode-se ir bem longe sem nada.

Quais são os grandes desafios de administrar Graceland?
Graceland é minha. Há dois anos foi vendido cerca de 85% da empresa, e o dinheiro que recebemos foi para a empresa que criamos. É uma situação muito complicada. Basicamente, todo o dinheiro foi para fazer coisas maiores com o legado, com produtos licenciados e coisas assim. A minha mãe está presente e todos trabalham em conjunto. O programa “American Idol” esteve envolvido. Há uma ideia errônea de que eu vendi a empresa, o que é ridículo. Na realidade, o dinheiro voltou para a empresa, tornando-a maior.

Acha que Graceland vai permanecer na família?
Sim, todos os que lá estavam antes, continuam lá. A minha mãe está sempre presente nas coisas do dia-a-dia. Está tudo indo muito bem.

Graceland parece-te outro mundo à parte ou ainda te parece a tua casa?
Graceland é como uma cápsula do tempo. Nada mudou, não se tocou em nada. É assim um pouco triste, pois em tempos existiu ali uma vida, e uma história, e havia tanta vida naquela casa. Mas ainda a considero a minha casa quando estou lá.

Desde que seu pai morreu, há alguma coisa que tenha aprendido com os fãs sobre o seu ele?
Sou constantemente abordada por pessoas que me dizem o quanto ele significou para elas. É verdade. Acontece muito, mas eu sei o que ele era sem os fãs precisarem me dizer.

Isto é um trecho de meu e-book "Conhecendo Elvis Por Quem o Conheceu", que você pode adquirir diretamente comigo aqui.



Comentários

  1. eu adorei achei o maximo as perguntas muito bem elaboradas parabens trabalhou muito bem obrigada por nos contar sobre um pouco mais sobre ele.

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